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Segundo Beijo

  Das faces encobertas que instigam a curiosidade. Aos olhos que revelam uma sutil natureza. Dos discretos movimentos que escondem a destreza. Para os degraus que insistem na conquista. Da porta que se fecha para os inconvenientes. À respiração que entrega-te o desejo. Do frio da noite que nos aproxima ao tato. À fagulha que incendeia e aquece o coração até então abandonado. E ao toque que lhe conduz inconscientemente ao beijo. O casaco que se amontoa com o aperto dos seus dedos. À certeza que ali... naquele abraço... é sua morada. Geovane Westrup 22 de junho de 2019.  (Desfile de Carnevale di Venezia)

Bom dia Jey!

Eu amo seu cheiro, seu olhar discreto, seu jeito menina e mulher, sua voz e suas canções!   Jey, eu amo sua sinceridade, seu respeito, seu zelo.   Eu amo sua ternura, seu carinho, o seu toque.   Eu a amo sua personalidade, seu caráter, sua simplicidade.   Amo como prende e solta seus cabelos.   Amo sua respiração pesada e descompassada quando estamos no ápice do desejo.  Jey, eu amo a sua forma de ver o mundo pelas palavras rabiscadas, e pelos dedilhados de cada música.   Amo seu jeito tão moleca e tão madura de ser. Meiga, doce, romântica e culta.  Como eu amo seu sorriso e sua felicidade diária!  Assim, inicio a semana, a lembrando porque eu te amo tanto Jéssica!  Desejo uma ótima semana meu Amor!   Eu te amo Jey!   Geovane Westrup  12 de agosto de 2019.

CARTAS, JULHO DE 2019

  Ela é figura clássica, não pela popularidade, mas pela unicidade; Daquelas que escolhe estar com você numa noite embaixo de chuva em frente ao Farol; É daquelas que corta o frio do mar para ter seu abraço; É a que pede sua mão emprestada para sentir seu calor; Ela é a que ama e titubeia com os dedos as mesmas canções que você ama; Sim, ela é como o plasma do fogo quando o embalo é convidativo; Sua felicidade é contagiante e seu sorrir é lindo; É pragmática, mulher que poucos homens conseguem compreender, But I understand her! Ela quer fazer tudo sozinha no mesmo momento..., ... gaita, teclado, flores, idiomas, violino, cartas ao vento... são muitas mulheres numa só! Naturalmente se conduz por belas formalidades e etiquetas; É daquelas de apreciar suas ideias e admirar suas atitudes; Nunca andará à frente ou atrás, mas ao seu lado segurando sua mão; Daquela de sentir orgulho de ter sido cativado; Suas poucas palavras arrancarão com fugaz a sua insegur...

CARTAS, JULHO DE 2019

No Palazzo Delle Acque à conheci. Em meio ao Baile de Máscaras à deslumbrei. Pela máscara de renda seus olhos verdes brilhavam. Inibidos eles me vigiaram. E a doçura de sua voz me calava a ouvir atentamente. Deixei-me levar pela música e na dádiva da aproximação contemplei os olhos de esmeraldas, as maçãs levemente rosadas, o calor na suavidade de suas mãos que me levaram pelas estações da noite. Sim. É ela. Pois era loucura sentir tudo aquilo em poucos instantes em uma noite. A menos que ela realmente existisse. No medo de não haver outra oportunidade em revê-la, tomei a indelicadeza de te desejar por palavras. Não recebi o “sim”, nem o “não” ... isso foi a confirmação que ela é daquelas que se vê somente uma vez na vida. Os raios de Sol transpassavam a figueira e as folhas pairavam em frente à igreja naquele Domingo de inverno. Ahh... o Domingo de inverno! Sentado esperando-a. Subindo a rua lá ela vinha. Seu vestido de estampa seguia no balançar de cada passo. Contemplei, ...

Imensidão

A luz burla a veneziana; Majestosamente ela está cheia lá fora; Ela invade todos os espaços e pensamentos; Os que não adormecem são invadidos por doces desejos; Ela está lá fora e ao mesmo tempo no ímpeto do quarto; Fogosamente espalhafatosa em meio as dobras do aconchego; Seus fios lisos caramelos são espectros de esperança; Transcendem o ferro das espadas do tempo; Cortam em flashes a noite dos sóbrios; Ela faz da penumbra o refúgio dos incompletos; Suas silhuetas se destoam como o entardecer serrano; …… Geovane Westrup Junho, 2019.